Google+ SOMBRAS DA MEMÓRIA: 25/mai/2008

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Tinta Invisível














Queria ser capaz de pintar no horizonte o vermelho dos teus lábios combinado com a esperança verde cálida dos teus olhos...



Queria ter a coragem de somar madrugadas sem subtrair os dias...



Queria caminhar sem ter a consciência dos meus passos...



Queria acontecer nas palavras e nas coisas, queria agarrar a tarde no seu equinócio...



Queria desenhar uma órbita onde o nosso percurso se confundisse com a eternidade...



Queria estar presente depois de partir e poder falar da minha inexistência...



Queria inventar uma possibilidade de contrair num conceito a possibilidade de oferecer uma chance ao impossível, negando-o no absoluto da sua essência...

Cântico Final












Contemplo o Agora numa agonia confusa e continuada... Sinto e pressinto o silêncio do vazio galopando na minha direcção... Sei que as palavras e os apelos são vagos e imprecisos...



Olho-te dentro dos olhos e sinto-te no teu cansaço e dôr, adivinho na tua presença os sinais que não quero ver...



Não sei se o amanhã é amanhã ou depois de amanhã, mas sinto-o numa brevidade cortante...



Procuro nas estrelas o brilho de um sonho que nos permita sobreviver, como se um beijo e um abraço forte fossem a força que ainda nos resta...

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