No limite das lágrimas
Lembro-me quando ficavas embrulhada em mim
e dizias que te sentias pequenina...
por vezes, dizias que gostavas de habitar-me,
de forma a ficarmos juntos para sempre...
Abraçavas-me e beijavas-me
como se fosse o nosso ultimo momento...
Fixavas os teus olhos nos meus,
deixavas rolar algumas lágrimas,
sorrias e amavas
da mesma forma que vivias...
Conseguias tornar a vida sempre mais bela,
inventavas penas coloridas nos pardais do telhado,
sabias as horas pela sombra
desenhada na colcha...
Inventavas mil primaveras,
insistias nas despedidas,
mas nunca te despedias...
Acreditavas no amanhã
como uma criança
alimenta um sonho...
Ensinaste-me a Amar,
aprendendo a ler nos meus olhos
todo o meu Ser...
Carlos Barão de Campos
encontrei esse blog por um acaso
ResponderEliminarsimplesmente amei!
fatima fonseca
Olá, sou editora do blog: www.cadernouniversaldepoesia , eu estou abrindo um espaço no meu blog para novos poetas, está a fim de participar?
ResponderEliminarTerei muito gosto em participar.
Eliminar... Amigo Carlos: um abraço de solidariedade e pêsames pela sua perda.
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